Acordes no braço (Violão e Guitarra)
Acordes no Braço do Violão





Dicas de Violão e Guitarra (4)
Dó - Dó # - Ré - Ré# - Mí - Fá - Fá# - Sol - Sol# - Lá - Lá# - Sí - Dó
DESCENDO (Bemol = b)
Dó - Sí - Síb - Lá - Láb - Sol - Solb - Fá - Mí - Míb - Ré - Réb - Dó
Os SEMI-TONS também são conhecidos como "acidentes" musicais por causa da sua sonoridade.
Mas, uma dúvida ficou no ar: Por que entre Dó e Sí, Fá e Mí, não tem nenhum semi tom?
É exatamente assim. Entre Dó e Sí, Fá e Mí, não cabe SEMI TONS. Não se esqueça disso!
Ainda falando de acordes, para que possamos aprendê-los de uma forma mais fácil e também facilitar a sua utilização, vamos escrevê-los em forma de CIFRAS.
As CIFRAS são a representação dos acordes ou notas, através de símbolos. Neste caso os símbolos serão letras, ficando assim:
NATURAIS...........................SUSTENIDOS....................................BEMOIS
Dó = C ..............................Dó Sustenido = C#
Ré = D ..............................Ré Sustenido = D#..............................Ré Bemol = Db
Mí = E ...................................................................................Mí Bemol = Eb
Fá = F ..............................Fá Sustenido = F#
Sol = G.............................Sol Sustenido = G# ............................Sol Bemol = Gb
Lá = A .............................Lá Sustenido = A# ..............................Lá Bemol = Ab
Sí = B ..................................................................................Sí Bemol = Bb
Esta é a simbologia utilizada mundialmente para representar os acordes através das cifras.
Os acordes de acordo com a sua escala podem ser:
- Maiores
- Menores
- Com Sétima
- Diminutos
Exitem outras variações que estudaremos mais adiante.
Vamos conhecer então esses acordes no braço do violão ou guitarra, para isso precisaremos aprender a LER as CIFRAS. Isso mesmo os símbolos das letras são utilizados apenas para notas e acordes mas e as casas e cordas do violão,e os dedos que serão utilizados? Também são representados nas cifras da seguinte maneira:
Primeiro as mãos:
Os dedos da mão direita nós identificamos com letras.
Estas letras são assim relacionadas:
( P ) para Polegar,
( i ) para Indicador,
( m ) para Médio e
( a ) para Anular
Os dedos da mão esquerda por sua vez são tratados por números, que se dispõem da seguinte maneira:
( 1 ) para Indicador,
( 2 ) para Médio,
( 3 ) para Anular e
( 4 ) para Mínimo.
Veja o desenho abaixo.

Este quadro mostra todas as notas no braço do violão/guitarra:

Obs.: Cada reta horizontal representa uma corda do violão. Neste desenho, de cima para baixo temos da 1ª a 6ª corda do violão. Lembre-se que no violão ou Guitarra as cordas da 1ª a 6ª são contadas de baixo para cima. A mais fina (aguda) é a 1ª e a mais grossa (grave) a 6ª.
Agora os acordes no braço do violão. Ex.: Dó Maior (C):
a) Cifra correspondente ao tom , neste caso C ou Dó Maior;
b) Cordas do instrumento, são contadas da direita para a esquerda (1ª à 6ª);
c) Dedos da mão esquerda que apertarão as cordas nas casas indicadas;
d) Casas referentes ao braço do instrumento, são contadas de cima para baixo. Neste caso o acorde de C (Dó) é feito pressioando cordas na 1ª, 2ª e 3ª casas do braço do violão.
e) O (x) indica as cordas que NÃO devem ser tocadas pela mão direita, a bolinha preta será tocada com o dedo polegar e as brancas com os dedos ( I ) indicador , ( m ) médio e ( a ) anular para dedilhados. Quando for tocado batido ou seja com o movimento da mão toda, serão tocadas todas as cordas, menos as que estiverem assinaladas com o ( x ). Obs.: o dedo (I) toca a 3ª corda, o (m) a 2ª corda e o (a) 1ª corda no dedilhado.
f) Os números que se encontram abaixo dos círculos indicam a distância intervalar das notas em relação à tônica ( nota que dá nome aos acordes, escalas etc.) Como você pode notar as cifras correspondem às 7 primeiras letras do alfabeto. Estas mesmas letras adicionadas de uma letra minúscula, números ou sinais, alteram a entoação e formação do acorde. (vamos explanar mais a frente este assunto)
Vejamos alguns exemplos em ( DÓ ) de como devemos interpretar as cifras.
C..................... Dó maior
Cm.................. Dó menor
C7................... Dó maior com sétima menor
Cm7................ Dó menor com sétima menor
C7+................. Dó maior com sétima maior
Cm7+.............. Dó menor com sétima maior
C7+/9.............. Dó maior com sétima maior e nona maior
C7/9................ Dó maior com sétima menor e nona maior
C7/9+.............. Dó maior com sétima menor e nona aumentada
C7/9b.............. Dó maior com sétima menor e nona menor
C7/5+.............. Dó maior com sétima menor e quinta aumentada
C7/13.............. Dó maior com sétima menor e décima terceira maior
C6................... Dó maior com sexta maior
C4................... Dó maior com quarta justa
C9................... Dó maior com nona maior
Cm7/9............. Dó menor com sétima menor e nona maior
Cm7/9+........... Dó menor com sétima menor e nona aumentada
Cm7/5b........... Dó menor com sétima menor e quinta diminuta ou Dó meio diminuto
Cº................... Dó diminuto
Continua...
Dicas de Violão e Guitarra (3)
Perceba que a nota RÉ não está logo na casa ao lado de Dó e sim, duas casas depois. Esse espaço que existe entre um TOM e outro, chamamos de SEMI-TOM.
Os SEMI TONS assim como os TONS também tem nomes e o seu nome depende de como a escala está sendo lida. A escala é a sequencia de tons, por exemplo a escala de Dó é:
Dó - Ré - Mí - Fá - Sol - Lá - Sí
Quando a lemos da direita pra esquerda, ou seja, de Dó para Sí, dizemos que a escala está aumentando, se tornando mais aguda, "subindo".
Quando a lemos da esquerda para a direita, ou seja, de Sí para Dó, dizemos que a escala está diminuindo. se tornando mais grave, "descendo".
Logo, quando a escala está SUBINDO, chamamos os SEMI TONS de SUSTENIDOS e usamos este símbolo para representá-los #, popularmente chamado de jogo da velha.
E quando a escala está DESCENDO, chamamos os SEMI TONS de BEMOIS e usamos um "b" minúsculo para representá-los.
SUSTENIDO = #
BEMOL = b
Dito isto vamos dar nomes aos bois, ou melhor as notas:
SUBINDO
Dó - Dó # - Ré - Ré# - Mí - Fá - Fá# - Sol - Sol# - Lá - Lá# - Sí - Dó
DESCENDO
Dó - Sí - Síb - Lá - Láb - Sol - Solb - Fá - Mí - Míb - Ré - Réb - Dó
Percebeu alguma coisa entre o Mí e Fá e o Dó e Sí?
Mas isso é um assunto para nossa próxima tele aula! Opa! Desculpe, texto errado...
Até a nossa próxima aula.
Fikem na P@z!
DICAS DE VIOLÃO E GUITARRA (2)
Dando continuidade as nossas dicas de Violão, vamos conhecer hoje a "anatomia" do instrumento

As nomenclaturas também podem mudar em si tratando da guitarra elétrica, além de existirem outros componentes como captadores, ponte, travas, potenciometros, como mostra a figura abaixo:

Em um comparativo geral temos:

Por hoje é só pessoal.
Fikem na P@z!
DICAS DE VIOLÃO E GUITARRA
Estou inaugurando hoje mais uma seção no meu blog, nesta seção darei algumas dicas e dividirei experiências sobre mais um instrumento que gosto muito o Violão.
Aqui no Brasil especificamente quando se fala em guitarra quer se denominar o instrumento elétrico chamado Guitarra Elétrica. Isso ocorre porque os portugueses possuem um instrumento que se assemelha muito ao Violão e que seria atualmente equivalente á nossa “Viola Caipira”.
A Viola portuguesa possui as mesmas formas e características do Violão, sendo apenas pouco menor, portanto, quando os portugueses se depararam com a guitarra (Espanhol), que era igual a sua viola sendo apenas maior, colocaram o nome do instrumento no aumentativo, ou seja, Viola para Violão.
O VIOLÃO NO BRASIL
A VIOLA, instrumento de dez cordas ou 5 cordas duplas, precursor do violão e popularíssima em Portugal, foi introduzida no Brasil pelos jesuítas portugueses, que a utilizavam na catequese. Já no século XVII, referências são feitas á viola em São Paulo, uma delas colhida por Mário de Andrade: “Em 1688 surge uma certa viola avaliada em dois mil réis, preço enorme para o tempo.
E, caso curioso, esta guitarra pertenceu a um dos mais notáveis bandeirantes do século XVII: Sebastião Paes de Barros.”
Ainda na mesma obra, Mário de Andrade cita Cornélio Pires, para quem a viola é um dos instrumentos que acompanha as danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.
A confusão no uso do termo viola/violão, continua nessa época como atesta Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, á viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.
A viola, hoje, tornou-se a viola-caipira, instrumento típico do interior do país, e o violão, depois de ter sua forma atual estabelecida no final do século XIX, tornou-se um instrumento essencialmente urbano no Brasil. O violão também tornou-se o instrumento favorito para o acompanhamento da voz, como no caso das modinhas, e, na música instrumental, juntamente com a flauta e o cavaquinho, formou a base do conjunto do choro.
Por ser usado basicamente na música popular e pelo povo, o violão adquiriu má fama, instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornandos-se sinônimo de vagabundagem. Assim o violão foi considerado durante anos.

